Taxa Selic: Entenda seu Papel na Compra do Imóvel

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Taxa Selic: A Selic é a taxa básica de juros da economia. Estando em alta ou baixa, pode determinar a melhor hora de comprar um imóvel, veja! Pular para o artigo

Taxa Selic

A Taxa Selic, atualmente fixada em 2% pelo governo federal, influencia a economia brasileira e seus impactos são observados na vida de todas as pessoas.

Não poderia ser diferente com o mercado de imóveis.

Nesse post eu vou explicar por que e quais benefícios essa diminuição no índice traz, principalmente para quem deseja comprar um apartamento ou simplesmente investir.

Quem acompanha as notícias de economia, sabe: a cada 45 dias, a Taxa Selic vira notícia em todo o Brasil, seja por ter aumentado, diminuído ou se mantido estável após reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Em agosto de 2020, por exemplo, ela ficou definida em 2% ao ano.

É o menor índice da história, desde quando começou a ser aplicado em 1996.

O que é a Taxa Selic?

O que é a Taxa Selic?
O que é a Taxa Selic?

O significado da sigla é simples: Sistema Especial de Liquidação e Custódia, utilizado para controlar emissão, compra e venda de títulos e pode influenciar diretamente nas suas finanças.

É a taxa básica de juros, um índice pelo qual todas as taxas cobradas pelos bancos no país usam como referência.

A taxa é aplicada nos empréstimos feitos entre os bancos e também nas transações realizadas pelos mesmos em títulos públicos federais.

Quando falamos em Selic, não tem como deixar de mencionar a inflação, pois a taxa está envolvida também com o controle dos preços.

Quando a taxa básica de juros tem aumento, o estímulo ao consumo fica reduzido.

A consequência é uma tendência de queda nos preços e o controle da inflação.

Por outro lado (o que não é o caso atual), se a Selic estiver elevada, há mais estímulo para investir do que gastar.

O Banco Central define a taxa com base no contexto econômico nacional e mundial, além de questões políticas ou de saúde pública, como está acontecendo agora com a pandemia de coronavírus.

Impacto nos investimentos

Impacto nos Investimentos
Impacto nos Investimentos – Imagem: UOL

Quando acontece a queda dos juros, significa que o Banco Central quer estimular o consumo e reduzir o valor do crédito.

Uma forma de fazer com que as pessoas busquem mais por empréstimos e a circulação de dinheiro aumente.

Para as empresas, a Selic baixa faz com que o endividamento caia e a capacidade de desenvolvimento suba.

No caso dos investidores, os juros menores acabam afetando diretamente o rendimento de investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto.

Isso significa também uma grande oportunidade de ganhos por renda variável.

No caso do Tesouro, por exemplo, o título que mais é influenciado por esses movimentos é o Tesouro Selic, que tem rendimento semelhante ao comportamento do índice.

Já para quem tem investimentos em poupança, a queda da taxa Selic tem um efeito negativo, pois em momentos de juros abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento fica em 70% do valor do índice.

Ou seja, quanto mais a Selic cai, menos ainda rende a poupança. Mais um motivo para que ela deixe de ser considerada um investimento.

Como a taxa Selic influencia no mercado de imóveis

Como a taxa Selic influencia no mercado de imóveis
Como a taxa Selic influencia no mercado de imóveis – Imagem: Portal VGV

Com a diminuição dos juros, as pessoas tendem a ter menos medo de gastar e consomem mais, aumentando as transações.

O efeito imediato é a queda na taxa de financiamento, o que amplia as chances de adquirir um imóvel e aquece a procura no mercado

Sendo assim, quando a taxa Selic está baixa como agora, indica que é o momento ideal para financiar seu imóvel.

Pois, quanto menor ela estiver menor será o custo do financiamento.

As construtoras tendem a gerar novos imóveis, as imobiliárias ganham mais opções em seu portfólio e as instituições financeiras ficam propensas a negociações para facilitar o crédito imobiliário.

Além dos financiamentos diretos com os bancos, esse índice histórico da taxa básica influencia também os consórcios, que podem apresentar taxas administrativas menores, como consequência.

Vale lembrar que o mercado de imóveis é muito importante para a movimentação da economia.

Além de estar conectado a indústria da construção civil, envolve as negociações de empreendimentos, projetos, edifícios residenciais e comerciais, casas, galpões, etc.

Seja para finalidades de aluguel, compra e venda ou mesmo investimentos, inclusive de projetos corporativos.

Os reflexos positivos na movimentação da taxa Selic

Os reflexos positivos na movimentação da taxa Selic
Os reflexos positivos na movimentação da taxa Selic – Imagem: FS Contábil

– Financiamento de imóveis de alto padrão

Entre as medidas anunciadas pelo governo durante a pandemia de covid-19 foi a liberação de R$ 43 bilhões em linhas de crédito, pela Caixa Econômica Federal.

Com a taxa de juros atual, a tendência é realmente de acesso facilitado ao crédito imobiliário.

A Selic reduzida, pode favorecer o financiamento justamente dos imóveis de alto padrão, algo pouco viável se o índice estivesse elevado.

Um imóvel de alto padrão apresenta diversas opções benéficas quando comparados com um empreendimento de nível normal, possuindo estrutura com inúmeras vantagens, como localização privilegiada, acabamentos de alto padrão e uma infraestrutura diferenciada.

Os imóveis com mais espaço e conforto estão em alta, na mira de quem busca a tão sonhada casa própria.

A adaptação à nova realidade, faz com que muita gente recorra a imóveis maiores, em condomínios, principalmente nas grandes cidades ou mesmo no interior, segundo aponta o mercado brasileiro de construção.

– Manutenção de empregos

Com o crédito facilitado, por conta da SELIC em queda, ainda existe a possibilidade de carência de seis meses em casos de financiamento de novos imóveis.

A Caixa Econômica Federal considera que esse prazo pode favorecer a manutenção de empregos na construção civil.

A mudança do mercado deve influenciar rapidamente a criação de postos de trabalho, porque a cadeia produtiva é horizontalizada e reage rapidamente às movimentações econômicas.

O mercado da construção civil aquecido vai refletir de forma positiva em outros setores, como na indústria de bens de consumo duráveis.

– A compra da casa própria

Geralmente quem tem o desejo de sair do aluguel sempre fica em dúvida se deve comprar.

Mas, em cenário de juros baixo, a compra deve voltar a ser considerada.

No caso da compra de apartamentos, a recomendação de especialistas é optar pelo financiamento, para manter o próprio dinheiro rendendo e ainda contar com a chance de haver nova redução de juros daqui um tempo.

Vale lembrar que é interessante diversificar a carteira de investimentos, para conseguir resultados mais satisfatórios.

O Sinduscon de Joinville, aponta que a queda nas taxas de juros vem favorecendo muito as negociações para aqueles que desejam adquirir um imóvel.

As taxas já caíram de 12% para 7% ao ano, podendo ser de 4,5% em alguns programas habitacionais, o que faz com que as pessoas possam avaliar com mais segurança seus planos de investimento.

A pandemia fez, inclusive, com que a permanência prolongada em casa levasse as famílias a repensar o tamanho das suas residências.

Na contratação de um financiamento é importante entender quais serão os juros aplicados.

No caso do crédito imobiliário, o mais comum ainda continua sendo a taxa de juros anual somada a taxa referencial (TR).

Entenda melhor:

Taxa Anual: é a taxa de juros que cada instituição financeira define baseada na Taxa Selic, daí a sua real importância.

Taxa Referencial: é o índice de correção monetária das parcelas.

A taxa referencial é definida pelo Banco Central do Brasil e encontra-se zerada desde o segundo semestre de 2017.

Sobre os financiamentos também incidem taxas adicionais, como custos administrativos, seguros, etc.

Portanto, é importante verificar o CET (Custo Efetivo Total), que descreve todos os custos e taxas inclusas no financiamento, que deve obrigatoriamente constar em contrato.

– Investir em imóveis

Se você está considerando comprar um imóvel para investir, é possível aplicar seu dinheiro no mercado imobiliário, por meio dos fundos.

Em vez de desembolsar todo o capital para a compra do imóvel ou financiar um projeto onde você não tem interesse em morar, os fundos imobiliários, bem como opções de financiamento coletivo, podem ser diferenciais nesse momento.

Principalmente se levarmos em conta que os rendimentos são muito superiores ao da poupança.

Isso vai depender, é claro, do seu perfil de investidor.

Hoje, com a Selic a 2% ao ano, o investidor deve considerar retirar recursos da renda fixa para compra de apartamentos de alto padrão, por exemplo.

Conclusão

Espero que esse artigo tenha ajudado você a entender a forte ligação entre a SELIC e o mercado imobiliário.

Todas as movimentações da taxa básica de juros têm impacto nas oportunidades de compra, venda, financiamento e investimento.

A dica é sempre ficar atualizado com as novidades da economia do país, as possibilidades do cenário mundial, especialmente em períodos de crise sanitária provocada pela pandemia, como o que estamos vivendo.

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Nos vemos no próximo post.

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Palavras-chaves: taxa Selic, investir em imóveis, financiamento de imóvel, apartamento de alto padrão, taxa de juros em baixa.

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